Miniature – The Story Puzzle

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras… neste caso um conjunto de imagens e um trailer valeram mais que um jogo inteiro. Sem saber nada sobre “Miniature – The Story Puzzle” encontrei-o a 1,99€, 50% do seu preço original na eShop da Nintendo Switch e fiquei intrigado com o que vi… tinha uns dioramas de aspecto bastante realista que se montavam à frente dos nossos olhos e, de alguma forma, parecia ser um jogo à volta da manipulação do tempo. Apesar de não ter percebido muito bem de que tratava, fiquei curioso e, pelo preço, resolvi arriscar.

Inicialmente senti-me bastante confuso e achei tudo altamente misterioso mas depois percebi que não tinha mistério nenhum, tem é uma das interfaces menos intuitivas que já vi. Do menu ao jogo em si tudo parece estar um bocado “ao lado” e, apesar de eventualmente ter acedido ao menu com a explicação de quais botões deveriam fazer o quê, só depois de ver no Youtube é que consegui perceber a ideia, a partir dum outro crítico que se sentiu tão confuso como eu (e que deve ter visto outro vídeo demonstrativo no Youtube também).

O jogo na verdade é do mais simples que pode haver, os botões a carregar e a forma de fazer as coisas é que não são nada intuitivos. Padece também duma conveniente explicação da jogabilidade que seria tão simples como isto:

  • Põe as sequências de imagens na ordem correcta.

Cada um dos 12 dioramas a que temos acesso conta histórias divididas em 5 momentos congelados no tempo, tipo frames 3D desordenados. O que temos que fazer é simplesmente indicar a ordem certa desses momentos e avançar para o nível seguinte. Cada um destes diorama apresenta-nos, mais (ou melhor, menos) do que histórias em si, conceitos simples: um assalto,  uma missão de resgate, um rapto por extraterrestres, etc… não há ligação entre as narrativas que vão do simples ao pateta não sendo mais do que apenas pretextos para jogar. A resolução de cada “puzzle temporal” é óbvia por vezes mas, em alguns níveis, tive que ir quase por tentativa erro até chegar lá. Isto aconteceu não por ser difícil mas porque a câmara do jogo em si também não é a melhor de controlar e então a tendência foi sempre ver tudo “de longe”, o que não ajudava a perceber as subtilezas de cada diorama (que não eram muitas, diga-se de passagem).

Este é um jogo relativamente original mas pouco ambicioso, apenas uma miniatura do que poderia ser… mas também o preço é baixinho e, apesar de ter sido uma experiência algo frustrante e não muito divertida, pelo menos sabia que seria curta o suficiente. Por isso, tive paciência suficiente de chegar até ao fim e dizer “ok está visto, menos um jogo na vida para jogar”… valeu a pena a horita perdida à volta do jogo? Nem por isso mas pronto, pelo menos matei a curiosidade (ou foi a curiosidade que matou o gato?).

2/5 imagens fora de sequência

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