Todos usamos

Este podia ser um artigo profundo e filosófico sobre o que mostramos ser e o que somos na realidade, ponderando na dicotomia do espaço onírico da nossa construção mental… mas não, é apenas mais uma crítica pateta sobre as máscaras que de há uns meses para cá todos temos que usar.

Quando saio à rua sinto-me a viver um longo Carnaval em que toda gente se decidiu mascarar de enfermeiro, médico ou ninja. Ir às compras ou estar uns bocados com a cara tapada é fácil mas passar horas a fio nisto já é outra conversa.

Existem máscaras de todos os feitios, estampadas e cirúrgicas, com bico de pato ou com um pouco mais de estilo mas nenhuma é 100% cómoda. A cara começa a transpirar, os óculos a embaciar e o desconforto não tarda a chegar… mas o ser humano tem uma boa capacidade de adaptação e depois da estranheza inicial, a coisa torna-se suportável.

Este não é um acessório de moda, é uma necessidade e, apesar de existirem opiniões contrárias, às vezes até de supostos especialistas, acho que o que deve prevalecer é o bom senso. Ora se não tivermos nada a tapar a nossa cara é evidente que estaremos mais sujeitos a receber e a projetar uns perdigotos e pirolitos indesejados. Nem é preciso só imaginar há muitas experiências práticas que o demonstram:

(tem tanto de científico e até artístico como de repugnante)

Usar a máscara com o nariz destapado ou colocada no queixo também não é a mais brilhante das ideias, ainda que o compreenda como natural nos momentos em que estamos suficientemente afastados das outras pessoas. A minha escolha pessoal é deixar a máscara apenas pendurada numa orelha ou prendê-la no pulso ou acima do cotovelo… ainda que a melhor ideia seja, sempre que possível guardá-la num saquinho/bolsinha de papel ou pano.

Tudo isto é obviamente chato mas ficar infetado com COVID-19 é ainda pior. Mesmo que sejamos assintomáticos, temos que estar em quarentenas e com cuidado para não infetar as pessoas mais vulneráveis. A coisa vai ficar brava, ainda só agora começou a escola e já anda a criançada toda em casa com febre (não só do Covid) por isso, se o pouco que podemos fazer para prevenir o contágio é usar máscara e desinfetar as mãos então é o que temos mesmo que fazer.

Para finalizar e para isto parecer mais uma crítica recomendo as máscaras cinzentas dadas pelas Câmaras Municipais. Tapam bem a cara e chegam até ao pescoço, são confortáveis e até ficam bem. 4/5

As máscaras descartáveis permitem um pouco mais de arejo pois ficam mais abertas dos lados mas isso também permite mais espaço de entrada para os bichinhos.  Podemos dizer que cumprem a sua função que é usar e deitar fora mas nem sempre é bem verdade porque muitas vezes pega-se nelas e salta-lhes logo o fio 2/5

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