… ou lá como se escreve

Tenho uma relação de amor-ódio com estes objetos. De amor porque realmente têm uma utilidade mas de ódio porque não é fácil lidar com eles.

Para começar, eu sei que o original se escreve tupperware e que é daqueles nomes que associamos a um produto mas que na verdade se origina numa marca (como Xerox ou Jipe)… mas porra, para um português este é um nome muito pouco natural de se pronunciar e escrever, tanto que, apesar de se pronunciar basicamente da mesma forma, no dicionário aparece a palavra escrita à portuguesa (por isso, por incrível que pareça, taparuere é mesmo uma palavra real, apesar do corretor automático de texto que estou a usar parecer não concordar com isso).

Mesmo assim parece haver algum receio em usar essa palavra. Por exemplo se pesquisarmos por “tapareuere ikea” no Google, somos dirigidos para a secção de de “conservação e organização de alimentos”, mas se fizermos a mesma pesquisa dentro do próprio site da famosa marca sueca, aparece-nos o seguinte resultado.

“Caixa comida”? …a sério?

Mas semântica à parte, estes são objetos com bastante utilidade. Em vez de ocupar todo o frigorífico com tachos, podemos poupar espaço a guardar os restos num recipiente de tamanho mais adequado. São bons também para transportar comida… quando vou jantar à Tia Dada, são bastante úteis para trazer o almoço para o dia seguinte!

Gosto especialmente dos de vidro, com tampas herméticas, muito bons, ainda que por vezes os fechos sejam tramados de abrir e fechar. Os de plástico, por outro lado, têm alguma tendência a ficar ligeiramente deformados quando lavados na máquina (lembro-me bem a aflição que foi ir buscar uma grande dose de feijoada a um restaurante levando um tapareuere de tampa defeituosa…)

O meu maior problema com estes recipientes é a tendência para a acumulação, principalmente derivada das gentis cedências de comida dos pais, sogros  e tia, que tornam o seu armazenamento bastante difícil e, quando tentamos devolvê-los, há sempre vários que misteriosamente nunca pertencem a ninguém.

Para piorar, não há nenhuma forma ideal de arrumar os ditos cujos. Se associarmos cada um à sua tampa, ocupamos demasiado espaço, se separamos as tampas, encontrar depois a correspondência de cada uma é um verdadeiro quebra-cabeças e ficam sempre alguns solitários sem par. Quem disse “cada panela tem o seu testo”, estava a falar só de panelas mesmo, porque nem todos os taparueres encontram a sua tampa.

Não pretendendo ser sexista, mas as mulheres têm um sexto ou sétimo sentido para perceber melhor essas correspondências e se calhar não as irrita tanto mas eu bem tento organizar as tampas por tamanhos, formatos e tipologias para optimizar o meu tempo e arrumação mas mesmo assim, mais dia menos dia… volta a bagunça.

Taparueres – 2/5 caixas de comida tapadas por papel aderente.

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