Parte 3 – PEIXES!

No seguimento das minhas críticas aos outros animais de estimação mais comuns, resta-me falar de peixes. Para pessoas comodistas e que não ligam muito a bichos, provavelmente serão os melhores animais para ter em casa. Não fazem barulho, não fazem estragos, não fazem nada …a não ser nadar!

Tratar deles no dia a dia é extremamente fácil, é só derramar a comida no aquário e eles comem. Simples! Mas claro que, como com todos os outros animais de estimação (e já agora como com os filhos também) há que resolver o problema dos cocós! No caso dos peixes esta é também uma grande vantagem pois estes porcos não se importam de nadar e comer no mesmo líquido onde defecam (mas pensando bem, todos nós já fizemos igual antes de nascermos). Mesmo neste aspecto os peixes são os animais mais convenientes para quem não se quer chatear muito visto que só é necessário limpar os aquários quando os filtros entopem e reparamos que temos uma espécie de miniatura de pântano em exposição em casa.  Limpar aquários é aborrecido mas pelo menos só temos que o fazer de tempos a tempos e, para quem apreciar, o cheiro até se assemelha a uma mariscada (ou talvez a peixe podre).

Fora isso, os peixes apenas existem e não têm mais inconvenientes sendo provavelmente o melhor animal de estimação mas mesmo assim não levam nota máxima porque o melhor é mesmo não ter nenhum animal  4/5

Mas vem agora o twist final para as pessoas que gostam de ter animais domésticos. Será que apesar de lhes darem afeto, de os alimentarem e fazerem festas,  são assim tão bons para eles? O recente confinamento mostrou-nos a todos que passar horas e dias a fio confinados dentro dum espaço restrito não é saudável. Então se gostamos tanto de animais porque fazemos da vida deles uma prisão perpétua? Alguns animais ainda mantêm um pouco do seu instinto selvagem e, se tiverem oportunidade, fogem mal vêm uma porta aberta, mas outros já nada fazem e não é apenas porque gostam de nós… é porque já não sabem viver de outra forma, presos à vida sedentária a que os habituamos.

Na generalidade, a vida dos animais domésticos resume-me a um confinamento eterno.

Pensem especialmente nos pássaros e peixes que, no seu habitat natural, voam e nadam livremente num vasto espaço tridimensional mas que, na nossa posse, ficam restritos a pequenas gaiolas e aquários, vagueando para a frente e para trás,

para a frente e para trás

para a frente e para trás

Perdendo a sua sanidade num contínuo de tédio e desespero, quase deixando de ser seres vivos para se tornar apenas bibelots animados, mais decoração do que estimação. Se gostamos tanto de animais porque é que os torturamos desta forma?

É por isso que venho aqui redimir-me perante o PAN!

Eu sou “pró-bem-estar-animal” e, por isso, contra ter animais de estimação!(ou talvez seja só uma desculpa esfarrapada para não me dar a esse trabalho… mas, ainda assim, dá que pensar!)

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