O melhor que vi e joguei em 2020

Num ano em que nos vimos obrigados a passar mais tempo em casa (no meu caso foi mais aproveitar a desculpa para o fazer) foi possível pôr um pouco mais em dia a lista de jogos e séries que se encontrava pendente. Este não é um guia do que de melhor tivemos nesse campo em 2020 mas, simplesmente, o que eu mais apreciei durante este ano, ainda que alguns dos meus destaques até tenham sido criados em anos anteriores. Aqui ficam as minhas escolhas dos 3 jogos e séries que mais me marcaram no último ano para o caso de quererem sugestões para ver/jogar em 2021.

Jogos: Joguei quase sempre na Nintendo Switch e sobretudo jogos indie que saberia à partida que não deveriam ser demasiado longos. Esta escolha deveu-se a não ter tempo nem pachorra para me envolver devidamente em jogos infindáveis e também porque assim teria a hipótese de experimentar uma quantidade maior de títulos e jogá-los do início ao fim.

  • The Touryst: Um autêntico vá para fora cá dentro em tempos de confinamento. É uma aventura que se passa em versões simplificadas de diversas ilhas, do Hawaii a Ibiza, em que nos vemos confrontados com uma série de puzzles e desafios que nos permitirão desvendar os mistérios de vários templos antigos. É uma espécie de The Legend of Zelda passado nos nossos dias com gráficos no estilo voxel art e excelentes detalhes técnicos. Destaco ainda o salão de jogos disponível numa das ilhas que tem 3 máquinas arcade com 3 jogos super viciantes que, por si só, quase já mereceriam o seu lugar nesta lista. 5/5
  • Untitled Goose Game: Tão disparatado como o nome indica, este é um dos jogos mais cómicos que alguma vez joguei e que ainda por cima tive o prazer de o fazer em conjunto com os meus filhos, o que tornou a experiência ainda mais divertida (e, por vezes, stressante).  Na pele e nas penas de 2 patos, fizemos a vida negra aos habitantes de um pacato bairro, roubando roupa, partindo vasos,  fazendo um menino tropeçar nos seus próprios cordões para lhe roubar os óculos e grasnando… grasnando muito! Não é um jogo que passe boas lições de conduta aos mais pequenos mas também, não me parece que alguma vez eles se transformem em patos ou em qualquer outro tipo de ave. Vale muito a pena chegar até ao final porque é do mais simples e hilariante que se poderia imaginar. 4/5
  • Rime: Num género mais sério do que os dois anteriores, Rime, é um jogo de enorme qualidade desenvolvido aqui ao lado, em Espanha. É uma aventura também ao género dos The Legend of Zelda misturado com Journey e Ico e, ainda que não se destaque especialmente ou revolucione em relação a estas inspirações, tem uma excelente direção de arte que comunica com o jogador de forma puramente audiovisual, sem qualquer tipo de diálogo. A banda sonora é das melhores que já ouvi num jogo e envolve-nos completamente nos seus momentos mais intensos. O 2º capítulo da aventura é um pouco maçador mas vale a pena o esforço para continuar e avançar para os capítulos seguintes e chegar até ao final que, não sendo totalmente surpreendente, é emocionalmente intenso. Deixou-me um enorme nó na garganta, algo que nunca me tinha acontecido num jogo. Passaram os créditos e precisei de algum tempo para absorver o que vivi, ao mesmo tempo que o seu final traz um novo significado a toda a jornada.  4/5

Séries: Na mesma linha de ideias que usei nos jogos, também vi sobretudo séries que sabia não terem uma infinidade de episódios ou temporadas.

  • Devs: Uma minissérie fantástica sobre uma pesquisa secreta a decorrer numa grande empresa de tecnologia. Não revelarei o que é essa pesquisa mas digamos que não estão simplesmente a inventar o próximo modelo de iPhone… é algo que tem profundas implicações existencialistas. É difícil falar de Devs com alguém que ainda não tenha visto porque o melhor é mesmo ver sem saber o que esperar. Só posso recomendar, mesmo muito! Se precisam de mais incentivo para ver saibam que é criada por Alex Garland, realizador e argumentista de filmes como Ex Machina, 28 Days Later e The Beach. Se só puderem ver uma minissérie num futuro próximo, que seja esta. 5/5
  • Raised By Wolves: A primeira temporada desta série produzida por Ridley Scott traz muito do DNA deste realizador, tanto que, não seria de estranhar se tivesse uma ligação ao universo dos filmes Alien e Prometheus. Esta série de ficção científica gira à volta da vida de dois androides e das crianças (humanas) de quem devem cuidar para que possam popular um novo planeta. A verdadeira temática da série é contudo focada na fé, em ser-se crente ou ateu e é bastante interessante na sua abordagem. O final da temporada foi inesperado mas, ao mesmo tempo um pouco pateta por isso vamos a ver se não estragam tudo daqui para a frente. 4/5
  • The Mandalorian: Sou fã de Star Wars desde pequenino. Sempre me senti fascinado por todo aquele universo e esta série, que começou de forma bastante simples, com um caçador de recompensas que se apega a um pequeno extraterrestre, foi-se revelando cada vez mais entusiasmante. Esta segunda temporada é melhor ainda que a primeira e acaba de forma incrivel, deixando todos os fãs da saga felizes, curiosos  e ansiosos por mais (tendo-o feito com mais sucesso do que a última trilogia de filmes)… e quem pode resistir à fofura do Baby Yoda? 4/5

E pronto, é isto, teria muito mais coisas a sugerir, de filmes a música, mas agora tenho mais que com que me entreter e vocês também! 

Bom 2021!

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