Lá vêm os trabalhos

Penso que ninguém no seu perfeito juízo acha que fazer obras é uma maravilha e não tem qualquer tipo de inconveniente ou estorvo para a nossa vida. Apesar de programas televisivos como  Property Brothers ou o Querido Mudei a Casa, tentarem dar um charme especial à coisa, até aí há sempre algo que corre mal.

Mas são um mal necessário, certo?

Porque fazemos obras?

1- Porque adquirimos uma nova casa e queremos fazer ajustes para ficar mais ao nosso gosto

2- Porque já estamos há uns anos em casa e queremos ou temos que renová-la

3- Porque algo correu mal e não há outra solução

Destes vários cenários em princípio o primeiro é o mais tranquilo pois, se não estivermos ainda a usufruir da casa que entra em obras, podemos fazer as escolhas necessárias e deixar um empreiteiro contratado tratar do trabalho pesado. O pior dos casos é mesmo ter que fazer obras e viver na mesma casa… aí é o verdadeiro caos.

A escolha

O processo começa com a escolha da empresa que tratará de tudo ou do habilidoso sugerido por alguém. De uma forma ou da outra, no início há o período de “enamoramento” em que tudo parece perfeito. São feitas uma série de promessas, o responsável mostra ser uma joia de pessoa, sempre disponível e contactável.  O mais aconselhável é avançar pela obra com alguém que nos tenha sido recomendado mas mesmo assim não é garantido que vá correr tudo bem. A fase de escolha passa também pelo que decidimos fazer, seja a disposição dos espaços ou os materiais utilizar. Essa parte pode ser mais ou menos aliciante conforme o gosto que se tenha na coisa mas há sempre um certo receio que a coisa possa não ficar tão bem como idealizamos.

O processo

Começada a obra, podemos ter a sorte de correr tudo bem mas não serão raras as vezes em que corre quase tudo mal. Se até as jóias de pessoas que são os gémeos da Property Brothers têm frequentemente más notícias a dar, que por vezes se refletem em alterações substanciais e mais custos, o mesmo ocorre com os empreiteiros fora das luzes da ribalta. É compreensível que no processo de uma obra surjam imprevistos, muitas vezes fruto de algum trabalho pior feito ou mais desonesto na intervenção anterior. Fica muitas vezes a dúvida no ar se os empreiteiros (e sua equipa) estão a ser honestos ou se estão a enganar-nos, atalhar caminho para poupar tempo e dinheiro deles ou fazer drama para nos fazer gastar mais. Quando não se percebe da coisa, é difícil ter certezas.

Entretanto muitos empreiteiros vão aceitando obras paralelas de outros clientes atrasando a obra em curso, começam a deixar de nos atender os telefonemas, dizem que aparecem mas desaparecem… é um stress!

O resultado

Quando tudo termina o final nem sempre é feliz. A maioria das vezes já queremos ver todas aquelas pessoas pelas costas e dizemos cá para nós que é experiência a nunca mais repetir. Quando corre bem (e às vezes corre), é guardar com carinho o contacto, porque é um achado!  Vamos ter pó das obras em casa durante os próximos meses apesar de nos garantirem que foi tudo limpo e claro que sob inspeção mais profunda começam a ser visíveis os pequenos defeitos. Depois é só rezar que não surja nenhum problema grave após  efetuado o pagamento final já que é muito provável que nunca mais consigamos falar com os responsáveis.

No meu caso pessoal já tive que fazer várias obras e algumas correram bastante bem (e repetimos a colaboração) outras só trouxeram dissabores (e entraram na lista negra).

A pontuação assim pode variar entre 4/5 e -100/5

O que interessa é que no fim de todo o esforço emocional (e financeiro) um dia a casa não vá abaixo como acontecia no filme do Tom Hanks (que era o que aconteceria se fosse eu o trolha).

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