Diversão contagiante?

Entre o Natal e a Passagem de Ano de 2019 aproveitei para fazer uma escapadela a Madrid para conhecer um pouco da cidade mas principalmente para me divertir com a mulher e com os filhos no Parque de Diversões Warner. A expectativa era moderada, pensamos que seria um pouco como uma “Disney dos pobres”, mas apesar de ser evidentemente mais pequeno e menos variado que a Disney,  é um bom sítio para passar um dia com os amigos ou família.

O espaço em si é interessante e remete para aquele sentimento de entusiasmo infantil a percorrer as diferentes zonas temáticas. Destaco a recriação das ruas americanas e também das ruas de Gothan City, do Batman como as que me impressionaram mais, apesar de ter passado a maioria do tempo na Cartoon Village por causa da pequenada.

Apesar da Warner ter vários personagens célebres (principalmente para a minha geração) penso que não os aproveitam muito bem nem se mostram demasiado presentes ao longo do parque, eu pelo menos nem reparei que passasse personagem nenhuma fora dos momentos previstos de espetáculos e a parada final.

Não achei que a organização em geral do Parque fosse grande coisa. Fui numa sexta-feira para evitar uma enchente de pessoas e filas (e ainda não havia Corona, era só para não passar seca) e realmente não estava lá tanta gente assim mas isso não impediu de, em algumas das atrações, ter que esperar em filas consideravelmente demoradas. Outra coisa que achei mal é que o Parque abre apenas às 11h30, o que já corta uma parte considerável da manhã, e ainda por cima muitos dos divertimentos não abrem de imediato.

Duas das atrações  que pareciam mais interessantes, as Cataratas Selvagens e o Rio Bravo estavam fechadas por envolverem água e ser Inverno por isso dessas não posso falar nem da Stunt Fall que é uma montanha russa com recorde de velocidade e em que a certa altura se fica parado completamente na vertical. Eu, como um pai bravo e corajoso fiquei a tomar conta das crianças enquanto a minha esposa foi sozinha experimentar e disse que foi a experiência mais maluca da vida dela. Essa e a torre que nos larga em queda livre La Venganza del ENIGMA que por acaso não tive vontade de experimentar.

Avaliação do Parque: 3/5 Looney Toons: Obviamente não chega aos pés da Disney mas tem algumas boas diversões, principalmente no que toca às Montanhas Russas. Fora isso falta-lhe um pouco de carisma e imaginação. A comida é cara e fraquinha e, no fim de contas, pedir menus infantis (mesmo para os adultos) até parece compensar. Um dia provavelmente é demasiado apertado para quem quiser usufruir de tudo que o Parque tem mas, selecionando o que de facto parece mais interessante (para pequenos e graúdos) e, sem passar por muitas filas, um dia chega.

Atrações em destaque avaliadas separadamente

Coaster Express: É a maior montanha russa de madeira da Europa, considerada uma experiência intensa e é verdade que o é. Nos momentos iniciais da viagem a trepidação era tão elevada que a minha cabeça quase saltou de tanto abanar, certamente devem andar lá umas tábuas podres ou pregos fora do sítio… depois melhorou mas é, mesmo assim, bastante radical. Pobre da minha filha, na altura com 7 anos, que teve logo esta como primeira experiência de montanha russa, acho eu ficou meia em estado de choque mas, a partir daí, tudo o resto pareceu-lhe mais suave e, no fim, disse que foi a sua preferida.

3/5 risos assustados

BATMAN: Arkham Asylum VR: Nesta fui sozinho, estava curioso como seria uma montanha russa “aumentada” com realidade virtual. Na verdade acho que a experiência sai diminuída porque, pelo facto de termos uns óculos VR bem presos à nossa cabeça, acabamos por abstrair-nos da realidade da experiência. Parece que estamos num jogo da Playstation 3, com gráficos um pouco manhosos, enquanto sentimos as voltas e reviravoltas da montanha russa. Quase que poderíamos estar simplesmente parados num simulador, apenas com a cadeira a mover-se freneticamente que não notaríamos muito a diferença. Passou num instante, não meteu especial medo, mas quando parou começou a dar-me um enjoo que estava a ver que virava o barco. Acho que este é um daqueles casos em que a tecnologia procura intensificar uma experiência mas tem o efeito reverso.

2/5 diversão 4/5 enjoo

Correcaminos Bip Bip: Na minha opinião é a montanha russa mais equilibrada para um pai ir com a sua filha porque a intensidade é moderada mas ainda assim suficientemente rápida e excitante para divertir. A única coisa a criticar é a fila que, foi bastante demorada.

5/5 sorrisos

Cine Tour: Uma autêntica desilusão, principalmente para quem já fez a atração semelhante da Disney em que se faz um percurso pelos bastidores do cinema e dos efeitos especiais. Na versão da Warner sinceramente nem sei porque lhe chamam Cine Tour, é apenas uma voltinha  em comboínho por uma série de cenários de papelão desinspirados que remetem para oficinas e zonas dos Estados Unidos mas que de cinematográfico têm muito pouco. A única coisa boa é que me pude sentar um bocado porque já estava cansado de carregar o meu filho ao colo (que adormeceu na fila à espera). Por outro lado, a minha filha, vá-se lá saber porquê, disse que esta foi a segunda atração preferida dela.

1/5 Razzies

https://www.parquewarner.com/

BONUS 1:

Ir a um parque de diversões com crianças pequenas: Já se sabe que em termos do divertimento dos adultos perde-se bastante pois os miúdos não podem andar em tudo e ora tem que se ficar com uma criança ora com a outra mas também já vamos mais com o espírito de que eles aproveitem mais do que nós. As diversões para crianças pequenas são mais básicas e mais próximas dos carrosséis que se vê em qualquer feira popular. Para adultos não têm grande piada mas é bom ver os sorrisos dos pequenos. O conselho que dou é que se querem aproveitar bem um Parque deste género, levem os avós para que andem com os netos nos divertimentos chatos enquanto os pais andam nos melhores!

3/5 Vidas de pais são duras

BONUS 2:

Ir a um parque de diversões com uma pandemia mundial: Aqui só posso supor porque ainda não fui a nenhum neste contexto mas não será certamente tão agradável a mistura do desconforto de usar a máscara com o cuidado de não tocar em nada enquanto caímos em queda livre numa montanha russa frenética

2/5 Covid o que nos fazes

Nota final: Esta foi a primeira crítica que escrevi deste blog mas nunca cheguei a torná-la pública porque queria guardá-la para uma altura de férias de Verão… entretanto meteu-se o Covid e não me pareceu adequado. Agora, resolvi tirar o pó à critica e publicá-la, não está grande coisa mas, como não tinha mais nada pronto a lançar, cá está ela.

2/5 Crítica detalhada mas nada de especial

Um comentário em “Diversão contagiante?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s