Filmes que ficam para a vida toda

A vida de cada um às vezes dava um filme mas no meu caso não seria nada muito emocionante, talvez um filme de Domingo à tarde ou então um filme de Wes Anderson.  Mas filmes já vi muitos, já fui um grande cinéfilo e até já quis ser realizador de cinema. Os filmes que aqui refiro não são certamente os melhores que já vi mas alguns dos que mais me marcaram em idades específicas. As datas que aqui refiro não são necessariamente as datas de lançamento dos filmes mas a altura em que foram importantes para a minha vida. Claro que haveria muitos outros que poderia incluir, Guerra das Estrelas, Regresso ao Futuro, Indiana Jones, Os Goonies, Gremlins, mas aqui vai a lista possível em 9 imagens.

Já o primeiro filme das Tartarugas Ninja tinha sido marcante para mim que aos 8 anos já colecionava as bandas desenhadas destes heróis de carapaça mas a sequela ainda me cativou mais por ser mais divertido e “over the top”. Eram os filmes dos super heróis da altura e mais valia ver umas tartarugas mutantes a dizer umas piadolas enquanto andavam à pancadaria do que assistir à violência mais brutal de um O Ninja Americano, Commando ou dos filmes do Van Damme (eu via esses todos também, vá-se lá saber como sou uma pessoa tão pacífica hoje em dia).
Vá lá que não gostava só de pancadaria, adorava dar umas boas gargalhadas também, ainda adoro! Ases pelos Ares 2 é um dos meus filmes cómicos favoritos de sempre. Lembro-me uma vez de ter ficado à espera à porta do Clube de Vídeo abrir para o alugar. O filme é uma excelente paródia que goza/homenageia diversos filmes da época. Na altura via imensas comédias desde Onde Para a Polícia a Robin Wood, Aeroplano e Robin Wood Heróis em Collants, todas altamente disparatadas. Tenho que referir também o Dumb and Dumber que quase merecia um destaque só para ele e é um pouco diferente dos filmes que referi antes. Esse lembro-me perfeitamente de ver no cinema e ao fim de 15 minutos de filme até já me doíam os maxilares de tanto me rir.
Com os meus 13 anos, coincidindo com o início de uma fase mais “negra” musicalmente, fiquei fascinado com o filme The Crow. Não seria possivelmente o mais indicado para a minha idade mas deu-me a conhecer uma visão mais gótica do mundo dos super heróis que lia na banda desenhada. A banda sonora e a realização também impressionavam. É dos poucos filmes que tenho a cassete de vídeo (oficial) e vi-o inúmeras vezes.
Na continuidade mais negra do The Crow,  o visual de Johnny Depp neste filme despertou-me a atenção, fazia-me lembrar o Robert Smith dos The Cure. Adorei a ligação entre o negro e macabro e a fantasia/conto de fadas e defini esse como o meu filme preferido durante muitos anos assim como Tim Burton como uma grande referência na realização e na criação de um estilo audiovisual único.
Não foi necessariamente o primeiro filme da vaga que apelido de “filmes de terror maus” que vi mas foi o mais marcante e o que mais me inspirou porque percebi que para fazer filmes não é essencial ter um grande orçamento e grandes meios, o que é necessário é sobretudo amor à camisola e imaginação. Além disso, apreciei sempre a ligação de momentos assustadores e hilariantes. Ver um filme às tantas da manhã deve ser mesmo assim, uma montanha russa de emoções.
Este é um filme extremamente marcante, seja pelo seu espetacular twist, seja pela excelente realização de David Fincher e interpretações do Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter. É um daqueles filmes que toda a gente deve ver (mas talvez nem todos tenham “estômago” para o ver)
Sempre apreciei realizadores que conseguem demonstrar o seu estilo específico na forma como fazem um filme e Michel Gondry fá-lo aqui de forma brilhante. Acho que quis ver este “Despertar da Mente” (o título dado em Portugal) porque já adorava o estilo de Michel Gondry na realização de videoclips que aqui, aliado ao guião do também genial Charlie Kaufman criou, para mim, um dos filmes mais maravilhosos de sempre. Simultaneamente tocante e surreal, imperdível.
 Ora aqui está um filme de culto que junta nostalgia e dramas adolescentes com paradoxos temporais e o fim do mundo, uma óptima mistura a meu ver. Sempre fui algo crítico de filmes em que chegava ao fim e não percebia nada do que tinha acontecido, achava que se não se percebia nada era porque não tinham cumprido bem a sua função essencial além de entreter – comunicar. Em Donnie Darko contudo,  apesar do final ser relativamente aberto, acho que são dadas as pistas suficientes para dar asas à nossa imaginação e teorizar relativamente ao que ali se passava e, de certa forma, participar da própria narrativa (não vejam o Director’s Cut, conta demais e dá menos espaço para teorizar). 
Pode ser considerado “style over substance” mas com um estilo tão bem trabalhado como Edgar Wright  nos apresenta, isso não é vergonha nenhuma. A realização deste filme é absolutamente brilhante e acima disso tem uma montagem e uso de elementos gráficos como nunca vi antes e isso é fascinante para quem goste deste tipo de coisas. Além disso a narrativa aparentemente mundana de rapaz conhece raparia rapidamente se transforma numa mistura alucinante de filme de artes marciais, comédia e videojogo com o pobre Scott a ter que enfrental os 7 evil exes, para enfim poder conquistar a sua cara metade.

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