Escrita desinteligente

NOTA INTRODUTÓRIA: Este texto é uma espécie de experiência multimédia uma forma diferente de escrever em que tudo que estão aqui a ver não foi mesmo redigido por mim, foi apenas editado (ditado) por mim para o computador. A negrito estão as “liberdades artísticas” do sistema e a riscado o que eu de facto queria dizer.

Lembram-se quando os telemóveis ainda tinham teclas e qualquer miúdo borbulhento era um verdadeiro datilógrafo profissional a escrever sms com uma tristeza (destreza) e rapidez impressionantes sim (sem) sequer olhar para o telemóvel? Ora aí está uma característica que se perdeu com a evolução tecnológica dos smartphones. Os botões físicos desapareceram e passamos ousar creches tácteis (usar ecrãs tácteis).

Em vez de termos teclas físicas com o alfabeto agrupado em conjuntos de três ou quatro letras passamos a ter teclados completos virtuais nos ecrãs e, apesar disso para ser (parecer) mais fácil à partida, o problema é que não conseguimos ter a sensibilidade e precisão suficientes para estar na sanita (acertar nas ditas) teclas virtuais sem olhar para lá, o que torna a escrita no telemóvel consideravelmente mais lenta. A solução inventada para que matar essa falta do mocidade (colmatar essa falta de velocidade) foi aproveitar a inteligência dos telemóveis para adivinhar o que pretendemos escrever, mesmo que os nossos dedos não estava (toquem) exatamente nas teclas supostas. A partir de comparações com bases de dados das combinações de letras mais usadas juntamente com a memorização das palavras que mais vamos escrevendo, podemos realmente considerar que esta escrita até é inteligente.

Este tipo de escrita inteligente ou de 2016 gente (desinteligente) como costumo chamar, pode levar a muitas situações embaraçosas se não tivermos cuidado de verificar o que ela realmente escreve antes de enviar a mensagem.

Uma vez escrevi para a minha esposa:

– Espera um pouco, ainda vou tomar banho,

Ao que o telemóvel criativamente decidiu acrescentar:

– Espera um pouco ainda vou tomar banho-maria

Uma das situações mais divertidas que me lembro foi uma amiga que me contou que quando procurava emprego enviou a seguinte mensagem ao seu namorado:

– Tenho uma proposta!

Ao que o corretor automático decidiu reinterpretar como:

– Tenho uma próstata!

Imagino o solstício (susto do) namorado rigor científico (ao ler isto)!

Eu tentei explicar (replicar) a experiência e este tipo de erros embaraçosos mas a conclusão a que cheguei é que a escrita de 2017 (desinteligente) já não é tão pouco inteligente assim. Aparentemente os nossos dispositivos vão decorando as palavras que nós usamos mais frequentemente e são essas as palavras que passam para o texto. Ao contrário do que eu pensava, sinceramente até funciona bastante bem! Eu tentei escrever propositadamente erros mas eles em vão (teimavam em não) aparecer. Já repararam que mesmo a escrever no Gmail a sugestão automática de texto é assustadoramente precisa? Já viram que o que escrevermos nos nossos aborrecidos emails de trabalho é tão previsível que o computador adivinha o que queremos dizer? Sugiro que a Google acrescente futuramente uma opção de “surpreender o receptor”.

Mas eu queria mesmo que este texto fosse uma experiência multimédia de texto todo mal escrito por causa da quinta (escrita) inteligente e então tive que fazer batota, ou melhor, respondido os meus tudo (expandir o meu estudo) e por isso usei um site descrita (de escrita) automática a partir da nossa voz, o speedtester.com (speechtexter.com). Existem várias opções neste género mas este parece-me bastante bom. Longe vão os tempos em que os comandos de voz tinham que ser repetidos milhares de vezes até o dispositivo assustar (acertar) que pretendíamos mudar a estação de rádio ou ligar o ar condicionado no carro. Não só é necessário o sistema perceber o que nós dizemos, os grandes desafios surgem em como interpretar a diversidade de inúmeras línguas e táxis (sotaques) o que torna as nossas conversas com dispositivos eletrónicos ainda mais elegantes (hilariantes).

Este texto é o resultado do meu discurso direto e, como podem reparar, está um bocadinho estranho mas juro, não andei a beber. 4/5

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